
escrevo para ti, uma ultima vês, se calhar porque foste quem mais me compreendia, ou quem tentou perceber-me no principio, lembras-te ?
tem sido dificil estes ultimos tempos, não sais-te por completo de mim, e eu sei disso ; mas sabes, isso ja não me magoa, eu ja nem me importo, porque sei que o que sinto não é amor, e nunca mais o sera . a verdade é que pareçe que a propria "vida" encontra algo para me magoar, e para me impedir de ter paz, pelo menos a um momento . trago memorias de nos, que gostaria de deixar aqui, porque sei que se assim fosse, elas permaneçeriam, em um lugar, ão menos. sei também que deixo uma parte do que fomos em todos os lugares por onde vou, e que ainda transporto uma parte d'esse passado comigo, as lembranças fazem-me bem, de uma certa forma . lembras-te dos meses de outubro e novembro ? fui tão feliz nessa altura, e depois vieram os dias escuros e a chuva, o vento e o fim do que tinhamos, vai fazer cinco meses, e ainda me lembro do primeiro dia . sei que não sera sempre assim, e que o presente acabara por conseguir apagar o passado, infelizmente, o meu presente não me basta, e tenho por certos momentos que me agarrar ão passado . passado esse que não se apaga . tu sabes que sofri, sofri demais se calhar, e que se hoje sou assim, so te podes culpar a ti, e as tuas mentiras, por mais que saiba que os sentimentos foram verdadeiros ; sabes também que precisei d'aquela pessoa que conheçi, e que ela ja não estava la, que me culpei por te ter deixado ir, e que pus a culpa em pessoas que so me queriam ajudar, limpei a tua imagem, porque aos meus olhos, eras perfeito .
fiz de conta que tinha apagado tudo, que de um momento para o outro te tinha esqueçido, que tinha esqueçido tudo o que passamos, e a distância que sempre conseguimos ultrapassar . como se de um momento para o outro, as minhas palavras de lamentação se tinham tornado em palavras fortes que demonstravam satisfação por ter ultrapassado algo que para mim, era importante, ou pelo contrario, fazia que conta que não tinha sido . e penso que no meio de todas essas farças, havia uma parte de verdade, uma certa noção do que se estava a passar, e os sentimentos que desapareçiam, ou que diminuiram, porque o tempo passou, e eu avançei com ele .
fiz de conta que tinha apagado tudo, que de um momento para o outro te tinha esqueçido, que tinha esqueçido tudo o que passamos, e a distância que sempre conseguimos ultrapassar . como se de um momento para o outro, as minhas palavras de lamentação se tinham tornado em palavras fortes que demonstravam satisfação por ter ultrapassado algo que para mim, era importante, ou pelo contrario, fazia que conta que não tinha sido . e penso que no meio de todas essas farças, havia uma parte de verdade, uma certa noção do que se estava a passar, e os sentimentos que desapareçiam, ou que diminuiram, porque o tempo passou, e eu avançei com ele .
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